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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira (21) que adotará cautela antes de decidir sobre a aplicação da Lei da Reciprocidade Econômica contra os Estados Unidos, priorizando o andamento das negociações comerciais entre os dois países. Durante entrevista à CNN em Nova York, onde cumpre agenda para a Assembleia Geral da ONU, o petista declarou que não pretende iniciar uma guerra tarifária e defendeu paciência nas tratativas com o governo de Donald Trump.
As negociações atuais incluem reuniões técnicas e contatos telefônicos mantidos entre os dois governos nas últimas semanas. Lula reiterou que conversou com Trump há cerca de um mês e meio, o que permitiu a retomada do diálogo bilateral, embora tenha ressaltado que o Brasil poderá acionar a legislação caso o entendimento não seja alcançado.
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A legislação mencionada é a Lei 15.122, de 2025, que confere ao Executivo o poder de suspender concessões comerciais, investimentos e obrigações ligadas a direitos de propriedade intelectual como resposta a medidas unilaterais que afetem a competitividade do país. Segundo o presidente, o governo ainda precisará definir quais produtos norte-americanos seriam atingidos caso a retaliação se torne necessária.
O debate sobre as sanções surge em meio à queda nas transações comerciais bilaterais após a adoção de sobretaxas de 25% e 12,5% impostas pelos Estados Unidos em julho sobre parcelas das importações de produtos brasileiros. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços apontam que as exportações brasileiras para o mercado norte-americano somaram US$ 17,4 bilhões no primeiro semestre de 2026, uma retração de 13% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Como parte da estratégia de diversificação de mercados frente às barreiras norte-americanas, o governo brasileiro tem ampliado trocas comerciais com outros parceiros globais. Lula citou o crescimento das relações com China, Japão, Alemanha, Indonésia, Vietnã e União Europea, buscando compensar a redução na participação dos Estados Unidos nas exportações nacionais, que recuou de 12,1% para 9,4%.
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