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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender publicamente o fim do fundo eleitoral, classificando o modelo atual como uma promiscuidade generalizada que apodreceu a política brasileira. Em entrevista ao programa Canal Livre, da TV Band, exibida neste domingo (27), o petista argumentou que o país precisa urgentemente de uma reforma política estrutural para conseguir superar a atual polarização partidária e devolver a lisura ao processo eleitoral.

Segundo o chefe do Executivo, a discussão sobre a reforma mexe diretamente com interesses corporativos e pessoais de deputados e partidos que se beneficiam dos recursos públicos bilionários. Lula criticou duramente o fato de legendas terem se transformado em verdadeiras empresas de financiamento de campanhas, afirmando que muitas siglas perderam o caráter nacional e programático para operar apenas com foco em bancadas e fundos partidários.

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“Quando se trata da reforma política, você está mexendo com o interesse pessoal de cada deputado, de cada partido político. Não é possível a gente continuar com a promiscuidade política do jeito que está”, afirmou o presidente durante a entrevista, destacando que o PT permanece como a única legenda no Brasil dotada de um manifesto e bandeiras históricas claras.

O presidente também associou a deterioração do ambiente político à combinação entre o fundo eleitoral e o chamado orçamento secreto, mecanismos que, na avaliação dele, estimulam o egoísmo parlamentar em detrimento dos interesses nacionais. Para Lula, a superação desse cenário é indispensável para abrir espaço a novas lideranças que desejem ingressar na vida pública com propostas programáticas bem definidas.

Além dos rumos da política nacional, o presidente abordou as investigações em curso envolvendo seu filho, Fábio Luís, conhecido como Lulinha, e o ex-assessor Marcola. Lula declarou apoio total ao trabalho da Justiça, negou ter feito qualquer gesto para proteger os investigados e reafirmou sua convicção na inocência de ambos diante das apurações conduzidas pelas autoridades.

O petista ainda classificou como pilantragem as declarações da lobista Roberta Luchsinger e minimizou o teor de mensagens telefônicas trocadas com seu filho, ressaltando que conversas privadas não substituem a prova material de crimes. “O meu filho está à disposição da Justiça e eu não fiz um único gesto, em nenhum momento, para que meu filho tivesse qualquer proteção”, concluiu.

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