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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira (21) haver “algumas pistas” de interferência nas eleições brasileiras por meio de inteligência artificial, mas acrescentou não ter elementos concretos para confirmar uma atuação do governo dos Estados Unidos. Em entrevista à CNN Internacional, em Nova York, o petista também relatou que Donald Trump teria dito a interlocutores que não pretende interferir no pleito nacional.
Lula disse que ele próprio pediu a Trump que não se envolvesse no processo eleitoral brasileiro. Segundo o presidente, a eleição local é um assunto dos cidadãos do Brasil, assim como a disputa presidencial norte-americana deve ser decidida exclusivamente pela população dos Estados Unidos, reforçando que nenhum governo estrangeiro tem o direito de ditar rumos alheios.
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Apesar de afastar uma ação direta da administração norte-americana, Lula citou o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, e admitiu preocupação com a proximidade dele com a família Bolsonaro. O mandatário ressaltou, no entanto, que por enquanto existem apenas suspeitas sobre o caso, mantendo cautela nas avaliações diplomáticas.
Questionado sobre o cenário político atual, o presidente manifestou confiança na vitória e avaliou que o pleito coloca em jogo uma escolha definitiva entre “democracia ou barbárie”. Ele também aproveitou para rechaçar a ideia de hostilidade, afirmando que o Brasil mantém uma relação sofisticada com Washington e que o povo brasileiro não adota uma postura anti-americana.
No campo econômico, Lula declarou que prefere negociar e descartou iniciar uma guerra tarifária com a Casa Branca, citando o recente contato telefônico mantido com Trump. O chefe do Executivo federal pontuou que, enquanto as conversas continuarem ao redor da mesa de negociação, não será necessário aplicar a Lei da Reciprocidade Econômica contra produtos norte-americanos aprovada pelo Congresso.
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