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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira (30) que o bolsonarismo deseja manter o povo endividado por meio das apostas esportivas e cassinos online. A declaração foi dada durante uma entrevista concedida aos influenciadores Ricardo Mello, Bárbara Carine, Lauany Schultz e Normose, onde o petista defendeu as recentes restrições impostas pelo governo federal ao setor.

A medida à qual o presidente se refere foi assinada em 25 de setembro e estabelece o banimento total das bets no território nacional. O texto legal proíbe tanto plataformas de jogos de azar e o popularmente conhecido “Tigrinho” quanto sites que intermedeiam palpites em competições esportivas, como partidas de futebol.

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Durante a conversa com os criadores de conteúdo, Lula sustentou que a extinção das plataformas conta com o apoio da maioria da população. Segundo o petista, apenas os apostadores dependentes e os influenciadores digitais que faturam com a divulgação desse tipo de entretenimento rejeitam o fim dos jogos.

Para ilustrar o impacto financeiro e psicológico dos jogos, o presidente relatou casos pessoais e de sua equipe de trabalho. Ele lembrou ter entregue R$ 24 mil a um amigo viciado que mentiu sobre a finalidade do dinheiro, além de citar uma assessora que vendeu bens e se trancava no banheiro fingindo tomar banho para conseguir apostar escondida.

A ofensiva do Palácio do Planalto contra os jogos de azar tem se intensificado na agenda pública e eleitoral. Em 13 de setembro, o chefe do Executivo recebeu vítimas de endividamento por apostas no Palácio da Alvorada, cujos depoimentos foram incorporados em peças de campanha para associar os prejuízos à imagem do ex-presidente Jair Bolsonaro.

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