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O deputado federal Kim Kataguiri descartou nesta segunda-feira (5) qualquer possibilidade de renunciar ao seu mandato na Câmara dos Deputados. A decisão ocorre após o término do primeiro turno da eleição presidencial, que definiu o desempenho dos candidatos na disputa pelo Palácio do Planalto.
A polêmica em torno da renúncia surgiu nos últimos dias de campanha, quando o parlamentar fez uma promessa pública durante um ato político realizado no bairro da Liberdade, em São Paulo. Na ocasião, o deputado afirmou que deixaria o cargo caso o candidato à Presidência pelo partido Missão, Renan Santos, alcançasse a marca de 3% dos votos válidos na eleição.
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No entanto, a apuração oficial divulgada pela Justiça Eleitoral mostrou que Renan Santos terminou a disputa presidencial com 2,24% dos votos válidos, o que representou um total de 2.675.887 eleitores. Como o índice ficou abaixo da cláusula estabelecida na aposta, Kataguiri argumentou que a condição estipulada por ele próprio não foi cumprida.
Em um vídeo publicado em sua conta oficial no Instagram, o parlamentar ironizou o resultado e justificou sua permanência no cargo com base no percentual exato obtido pelo colega de partido. “Pois é, se o Renan fizesse 3% eu renunciaria na frente da Folha. Mas o Renan fez 2% logo–”, declarou o deputado, inserindo em seguida um trecho de arquivo em que o ex-presidente Michel Temer afirmava que não renunciaria.
Além de se apegar à margem numérica da votação presidencial, Kataguiri lembrou que a discussão sobre o mandato atual tem impacto limitado. No domingo (4), ele foi reeleito deputado federal por São Paulo com 520.071 votos e assumirá uma nova cadeira a partir de 1º de janeiro, tornando a promessa sem efeito prático para o próximo período legislativo.
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