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A Justiça aumentou para R$ 35 mil o valor da indenização por danos morais devida a cada uma das três candidatas negras que foram vítimas de discriminação racial durante um processo seletivo da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).
As estudantes foram obrigadas a prender os cabelos para participar da prova, uma exigência que simplesmente não constava no edital do concurso. A imposição gerou constrangimento e revolta entre as candidatas, que agora veem a reparação financeira ser elevada pela decisão judicial.
A exigência abusiva e restritiva recaiu exclusivamente sobre as candidatas negras, configurando prática racista no âmbito de uma instituição pública de ensino superior. O caso gerou forte repercussão ao expor falhas graves nos procedimentos de aplicação de provas e na conduta dos responsáveis pelo certame.
Com a nova determinação da Justiça, o valor estipulado busca reparar os danos morais sofridos pelas estudantes durante a seleção da Uerj, reforçando a gravidade da conduta discriminatória identificada no processo seletivo.
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