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Alfredo Setúbal, CEO da Itaúsa, avaliou o panorama atual da holding de investimentos e condicionou a retomada de novos aportes a uma combinação de melhora da economia, queda da taxa de juros e redução das tensões geopolíticas. Durante encontro realizado nesta terça-feira (6) para discutir estratégias corporativas, o executivo destacou a solidez do portfólio da companhia ao longo da última década.
A Itaúsa funciona como uma holding sem operações próprias e tem o Itaú Unibanco como seu principal ativo, além de manter participações expressivas nos setores industrial e de infraestrutura. Entre as empresas integradas ao portfólio estão marcas conhecidas do mercado brasileiro, como a Alpargatas, fabricante das sandálias Havaianas, e a Dexco, detentora da marca Deca.
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Nos últimos dez anos, a companhia passou por uma transição estratégica, abandonando uma gestão passiva para adotar uma administração mais ativa de seus ativos, o que envolveu a venda de participações e a realização de novas apostas corporativas. No entanto, o cenário de custo de capital elevado nos últimos anos forçou a administração a adotar uma postura mais conservadora na alocação de recursos.
A cautela da holding reflete a responsabilidade perante seus cerca de 970 mil acionistas pessoas físicas, segundo pontuou o executivo durante sua entrevista. O último investimento em uma nova empresa ocorreu no final de 2022 com a entrada na Motiva, enquanto os recursos de 2024 foram direcionados exclusivamente a companhias que já compunham o portfólio, a exemplo da concessionária de saneamento básico Aegea e da própria Alpargatas.
“Estamos mais conservadores, estamos investindo onde a gente já conhece”, declarou Setúbal ao detalhar a estratégia recente. Para os próximos anos, caso o cenário macroeconômico apresente as condições favoráveis desejadas pela diretoria, o executivo garantiu que a empresa voltará a campo para buscar novas oportunidades de negócios.
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