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O Irã enfrenta uma das fases mais críticas de sua história econômica recente com o esgotamento quase total de suas reservas de petróleo disponíveis para venda e uma inflação galopante. A produção de petróleo bruto do país foi reduzida à metade na comparação com o período anterior ao conflito atual, atingindo cerca de 2 milhões de barris por dia, volume suficiente apenas para atender à demanda interna do mercado iraniano.
Dados divulgados pelo serviço de monitoramento de dados marítimos Kpler indicam que o país não exportou nenhum barril de petróleo de seus portos durante o mês de setembro. Trata-se do primeiro mês sem nenhum carregamento em navios-tanque desde o início da série histórica da empresa em 2013, sendo que a última exportação bem-sucedida ocorreu no dia 25 de agosto.
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No cenário interno, a situação se reflete na aceleração da inflação anual, que disparou para 90% no mês passado, com média de 73% ao longo do último ano, patamar recorde desde a Segunda Guerra Mundial. A economia encolheu a uma taxa anual de 10% entre os meses de março e junho, conforme dados oficiais do próprio governo iraniano divulgados recentemente.
A gravidade da crise econômica levou a mudanças de alto escalão na administração pública do país. O ministro do Petróleo do Irã renunciou ao cargo por motivos pessoais, de acordo com informações divulgadas pela mídia estatal e repercutidas por agências internacionais de notícias em meio à forte queda nas receitas do setor.
Apesar do quadro de terra arrasada, o regime iraniano demonstra forte resistência em ceder às pressões diplomáticas e econômicas impostas pelo governo dos Estados Unidos. Mohsen Rezaei, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do país, reconheceu publicamente a gravidade do momento, mas as autoridades locais mantêm a recusa em fazer concessões em seu programa nuclear.
Especialistas apontam que a longa experiência do país em lidar com sanções internacionais, somada a uma repressão interna rigorosa contra protestos populares, tem garantido a sobrevivência política do regime. Enquanto isso, o encarecimento drástico dos custos logísticos de transporte marítimo e a incerteza sobre rotas alternativas continuam a pressionar o mercado global de energia.
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