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O governo do Irã está analisando formalmente a resposta enviada pelos Estados Unidos à sua proposta para encerrar as hostilidades no Oriente Médio. A confirmação foi feita por uma autoridade iraniana de alto escalão à agência de notícias Reuters nesta quarta-feira (23).
Apesar do andamento das conversas diplomáticas, a fonte governamental pontuou que ainda existem muitas divergências significativas entre as posições dos dois países. As negociações indiretas realizadas na terça-feira (22) colocaram na mesa temas cruciais, incluindo a reabertura do Estreito de Ormuz e o levantamento do bloqueio naval impuesto pelos Estados Unidos ao território iraniano.
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O cenário de negociação ocorre em paralelo a discursos duros na Assembleia Geral da ONU. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, declarou que o país não vai se render às pressões externas, mas reafirmou que ainda acredita na diplomacia para resolver o impasse atual.
Durante sua intervenção na tribuna da ONU, Pezeshkian defendeu as ações militares recentes do Irã ao classificá-las como estritamente defensivas. Além disso, o mandatário iraniano insistiu enfaticamente que a República Islâmica não busca o desenvolvimento ou a aquisição de armas nucleares.
Do outro lado, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, adotou um tom duríssimo na terça-feira também durante a Assembleia Geral. Trump ameaçou aniquilar o país caso um acordo definitivo não seja alcançado rapidamente.
“Eu tenho uma grande decisão a tomar. Um acordo será feito com o Irã, que os deixe reconstruir e criar um país muito maior do que jamais foi? Talvez um dos melhores no Oriente Médio ou no mundo. Ou então aniquilo a República Islâmica – e rapidamente, nunca dando a eles chance para matar e destruir pessoas e países novamente?”, disparou o presidente americano.
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