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O presidente da Federação Internacional de Futebol, Gianni Infantino, propôs uma análise independente da estrutura de governança da entidade. A decisão ocorre em meio à pressão enfrentada pelo dirigente e após o recuo em planos comerciais que geraram forte atrito nos bastidores do futebol mundial.

A ideia central é contratar uma consultoria externa para avaliar o processo de tomada de decisões sobre grandes iniciativas estratégicas. O plano prevê a apresentação de sugestões para alterar o funcionamento da cúpula da entidade máxima do esporte.

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Em carta enviada ao Conselho da Fifa e obtida pela agência Reuters, Infantino afirmou que pretende consultar as confederações e federações filiadas. O debate deve abranger os papéis exercidos pelo presidente, pela diretoria executiva, pelo conselho e pelo congresso, com foco na ampliação da transparência e da prestação de contas.

A movimentação acontece após a retirada de um plano para vender 20% dos direitos comerciais da Fifa a investidores privados, o que incluía ativos da Copa do Mundo. Anunciado em julho, o projeto foi abandonado no mesmo mês devido à forte reação contrária de entidades como a União das Associações Europeias de Futebol, a Confederação Asiática de Futebol e a Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caribe.

Na mesma carta, Infantino reconheceu que a proposta comercial foi divulgada antes de passar pelo crivo integral do Conselho e das federações, gerando a impressão de que o martelado já estava batido. As sugestões que chegarem até o encontro do Conselho da Fifa agendado para 15 de outubro poderão ser debatidas, embora qualquer mudança estatutária exija a aprovação formal do congresso. Infantino disputará a reeleição ao cargo em março de 2027, em Rabat, no Marrocos.

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