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O Grêmio anunciou na última quarta-feira (23) a Pitaco como sua nova patrocinadora máster, encerrando um jejum de quase dez meses sem uma empresa ocupando o principal espaço da camisa tricolor. O contrato recém-firmado tem duração de três anos e prevê um pagamento total de cerca de R$ 140 milhões, conforme apuração do Globo Esporte.
A equipe gaúcha estava sem um parceiro principal desde dezembro de 2025, quando rompeu o vínculo anterior com a Alfa Bet devido à falta de pagamentos. Naquela ocasião, a relação foi encerrada em novembro após três parcelas não quitadas, acumulando uma dívida de R$ 12 milhões referente a um contrato total de R$ 50 milhões.
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Durante o processo de busca por um novo parceiro ao longo de 2026, a diretoria gremista avaliou propostas de diversos setores da economia. Pelo menos duas montadoras de veículos avançaram nas tratativas e uma delas chegou a ser tratada internamente como a escolha provável, enquanto a farmacêutica Cimed também disputou espaço e deve ocupar outra área do uniforme.
O acordo com a Pitaco inclui cláusulas rígidas de exclusividade comercial, determinando que, caso a casa de apostas decida patrocinar o Internacional, rival histórico do clube, terá de pagar uma multa rescisória ao Grêmio. Fundada no Brasil em 2019, a nova patrocinadora integra o grupo Draftea, conglomerado de tecnologia focado em entretenimento esportivo e apostas.
As tratativas financeiras e contratuais foram conduzidas diretamente pelo diretor-executivo Alex Leitão e pelo presidente Odorico Roman. Nos bastidores de 2026, dirigentes gremistas haviam manifestado cautela com a instabilidade do mercado de apostas esportivas, apontando alterações na legislação federal e o aumento da carga tributária como principais fatores de incerteza para o setor.
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