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A aquisição da Meteoric Resources pela australiana Lynas Rare Earths deve passar sem grandes dificuldades pelo novo conselho de minerais críticos do governo federal. A avaliação interna é de que a operação, avaliada em cerca de R$ 3,5 bilhões, serve como referência exata do tipo de investimento que a nova política para o setor pretende atrair ao país.

Segundo interlocutores do Planalto, o negócio atende perfeitamente aos principais objetivos da nova legislação: atrai capital estrangeiro, garante o processamento da matéria-prima no Brasil, agrega valor econômico e incorpora tecnologia avançada. Por conta disso, a leitura predominante é que o recém-criado CIMCE (Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos) não criará obstáculos para a conclusão da transação.

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A operação envolve a compra de 100% da Meteoric em uma transação integralmente em ações avaliada em 968 milhões de dólares australianos. A empresa é dona do projeto Caldeira, localizado em Minas Gerais, apontado pelas companhias como o maior recurso conhecido de óxidos de terras raras em argilas iônicas fora da China.

O avanço do negócio não ocorre por acaso e já havia sido tratado diretamente com a administração federal. Executivos da Meteoric se reuniram com o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, em 16 de setembro, pouco antes do evento no Palácio do Planalto que marcou a sanção da nova lei que regula o setor.

Para o governo, a chegada da Lynas eleva o patamar do projeto mineiro devido à expertise da companhia estrangeira. A empresa australiana é uma das poucas no mundo com experiência comercial comprovada em separação de terras raras, considerada uma das etapas mais complexas e valiosas de toda a cadeia produtiva.

Diante desse cenário, o Executivo estuda inclusive apoiar financeiramente a futura planta de processamento por meio de instrumentos operados pelo BNDES. A unidade poderá futuramente processar matéria-prima de outros empreendimentos da região de Poços de Caldas, transformando o Sul de Minas em um polo estratégico para o setor.

Ainda não há data marcada para a primeira reunião do CIMCE, já que o colegiado precisa definir regras e parâmetros operacionais antes de analisar transações. Enquanto isso, a operação da Lynas aguarda formalmente a homologação brasileira para sua conclusão definitiva.

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