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O governo federal planeja reunir representantes de clubes de futebol e da Confederação Brasileira de Futebol na próxima terça-feira (29) para discutir os impactos econômicos da Medida Provisória que proibiu a exploração e a publicidade de empresas de apostas esportivas no Brasil. O encontro foi articulado após manifestações contrárias de dirigentes esportivos em relação à forma abrupta como a proibição foi implementada pelo Executivo.
Participarão das negociações os ministros do Esporte, Paulo Henrique; da Fazenda, Dario Durigan; e do Planejamento, Bruno Moretti. A principal pauta da mesa de diálogo será a perda bilionária de receitas decorrente do encerramento dos contratos de patrocínio firmados entre as equipes e as marcas do setor.
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Os montantes envolvidos explicam a urgência da articulação. Levantamento da Sports Value aponta que as bets repassaram R$ 1,143 bilhão em patrocínios apenas aos 20 clubes de maior arrecadação do país em 2025, o equivalente a cerca de 36% de toda a receita de marketing dessas instituições. Apenas o Flamengo registra um contrato de R$ 268,5 milhões por temporada com a Betano, enquanto o Fluminense assegura R$ 52 milhões anuais fixos com a Superbet.
A reação institucional à medida foi imediata e dura nos bastidores. O Flamengo criticou a quebra de segurança jurídica ao afirmar que não é viável estabelecer normas e assumir compromissos com base nelas para, em seguida, alterar subitamente o marco regulatório. Já o Fluminense defendeu a necessidade urgente de um período de transição para os contratos que ainda estão vigentes.
Publicada na última sexta-feira (25), a MP determina o bloqueio total de sites e aplicativos de apostas no país a partir de 6 de outubro, fixando o prazo limite de 23h59 do dia anterior para que os apostadores retirem seus saldos das plataformas. Paralelamente à restrição financeira, o governo enviou ao Congresso Nacional um projeto de lei que tipifica como crime a operação de apostas sem autorização nacional, prevendo penas de quatro a seis anos de reclusão para os infratores.
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