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As principais economias do mundo industrializado cederam às pressões externas e anunciaram uma liberação coordenada de 100 milhões de barris de diesel e petróleo bruto de seus estoques estratégicos. A decisão foi formalizada na última sexta-feira durante reuniões de cúpula do G7, que reúne os sete países mais desenvolvidos do globo.

A medida ocorre em um momento de forte volatilidade no mercado internacional de energia, impulsionada por conflitos geopolíticos recentes no Oriente Médio. Em março, a guerra com o Irã já havia motivado a maior liberação emergencial da história, quando 400 milhões de barris foram injetados no mercado para conter a disparada nos preços dos combustíveis para os consumidores.

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Conforme o comunicado oficial divulgado pelo gabinete do presidente francês Emmanuel Macron, a operação coordenada ocorrerá por meio da AIE, a Agência Internacional de Energia. O plano prevê que a liberação comece imediatamente e se estenda por quatro meses, incluindo uma injeção substancial de diesel nos primeiros vinte dias pelos países membros e parceiros.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, exerceu forte pressão sobre os parceiros europeus para que abrissem mão de parte de seus estoques emergenciais. Washington ameaçou impor restrições e cortes drásticos nas exportações norte-americanas de diesel caso o bloco europeu não colaborasse, uma atitude que poderia gerar graves impactos econômicos na Europa.

Comemorando o desfecho nas redes sociais, Trump usou sua conta na plataforma Truth Social para destacar a adesão europeia. “A Europa acaba de concordar em liberar uma quantidade enorme de seu estoque de óleo diesel”, afirmou o republicano, reforçando que o processo logístico teria início imediato.

Ainda segundo o comunicado oficial do G7, os governos signatários comprometeram-se a não adotar nenhuma medida de restrição ao comércio de produtos energéticos entre países parceiros. Nos próximos dias, novas reuniões no âmbito da AIE devem avaliar a necessidade de liberações adicionais de diesel para estabilizar o mercado global.

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