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Os analistas do mercado financeiro consultados pelo Banco Central elevaram a estimativa de inflação para 5,01% em 2026, projetando o índice acima do teto da meta estabelecida. A nova projeção foi divulgada nesta segunda-feira na edição mais recente do Relatório Focus.
Em paralelo à alta nos preços, houve revisões para baixo nas estimativas de crescimento do Produto Interno Bruto para os anos de 2026, 2027 e 2028. Para este ano, o índice passou de 1,86% para 1,85%, refletindo cautela redobrada dos agentes econômicos quanto ao ritmo da atividade nacional.
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No cenário inflacionário recente, os preços de bens e serviços recuaram 0,32% em agosto, mantendo o acumulado em 12 meses em 4,22%. No ano anterior, a inflação fechou em 4,26%, superando o centro da meta de 3% mas ficando abaixo do limite máximo tolerado.
No campo fiscal e monetário, a taxa básica de juros, a Selic, foi mantida em 13,50% ao ano para o encerramento deste ano. Já as projeções para o câmbio permaneceram inalteradas, com o dólar estimado em R$ 5,20 para 2026 e R$ 5,28 para o ano seguinte.
As divergências nas perspectivas de crescimento econômico também envolvem diferentes órgãos oficiais. Enquanto o Banco Central trabalha com avanço de 1,8% e o governo federal aposta em 2% após revisão, o Fundo Monetário Internacional estimou o crescimento do PIB brasileiro em 2,4% em sua última atualização.
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