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O euro despencou nesta segunda-feira (5) para a cotação mais baixa em 17 meses frente ao dólar, negociado a US$ 1,1118 por volta das 22h50 de domingo no horário de Brasília, acumulando uma queda de 0,62%. A divisa chegou a bater US$ 1,1161 nas negociações asiáticas, o menor patamar registrado desde maio de 2025, refletindo um nervosismo generalizado nos mercados internacionais com a situação fiscal do continente.

A forte pressão sobre a moeda única europeia escancara o temor de que a crise da dívida soberana na zona do euro possa se repetir. O movimento de desvalorização foi intensificado na semana passada pela venda acentuada de títulos do governo francês, o que elevou drasticamente as dúvidas sobre a capacidade da França de controlar seu deficit fiscal.

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Como principal termômetro de risco soberano na região, o spread entre os títulos do governo francês e os Bunds alemães — considerados ativos de referência e máxima segurança — atingiu 150 pontos-base na última sexta-feira (2). Trata-se do patamar mais elevado desde a grave crise da dívida soberana europeia de 2011, acendendo o sinal amarelo entre investidores globais.

Analistas ouvidos pela Reuters apontam que as dificuldades fiscais enfrentadas pela França ganham contornos ainda mais complexos devido ao calendário político do país. A aproximação da eleição presidencial de 2027 e um parlamento fragmentado, onde a construção de acordos básicos tem se mostrado árdua, dificultam enormemente a aprovação de medidas firmes de ajuste fiscal.

Enquanto isso, cortes recentes no orçamento já aprofundaram uma crise severa de financiamento no setor de educação, gerando uma onda de protestos e manifestações em diversas cidades francesas. Do outro lado do câmbio, o índice do dólar subiu 0,39% para fechar a 102,33, impulsionado pelo cenário americano e consolidando a perda de fôlego do euro como principal alternativa à moeda dos Estados Unidos.

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