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Os analistas do mercado financeiro consultados pelo Banco Central elevaram a estimativa de inflação para 4,99% em 2026, patamar que permanece acima do teto da meta oficial. O dado foi divulgado nesta segunda-feira (28/9) na nova edição do Relatório Focus, boletim que resume as expectativas econômicas coletadas até a sexta-feira anterior.

Em paralelo à alta nos preços, o documento apontou revisões para baixo nas projeções do Produto Interno Bruto para 2026, 2027 e 2028. Para o ano corrente, a estimativa de crescimento da economia passou de 1,88% para 1,86%, distanciando-se das metas oficiais estipuladas pelo governo.

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A taxa básica de juros, a Selic, segue como o principal instrumento utilizado pelo Banco Central para tentar conter o avanço inflacionário na economia brasileira. O boletim reflete o comportamento recente dos preços, que recuaram -0,32% em agosto deste ano, acumulando alta de 4,22% nos últimos 12 meses.

No ano passado, o PIB brasileiro encerrou com alta de 2,3%, conforme os dados oficiais divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Atualmente, tanto a equipe econômica do governo federal quanto as projeções internas do Banco Central trabalham com uma expectativa de avanço de 2% para a economia.

Por sua vez, o Fundo Monetário Internacional adotou um tom mais otimista em sua última revisão realizada no dia 8 de julho. Na ocasião, o FMI elevou a projeção de crescimento do PIB brasileiro para 2,4%, superando a estimativa anterior de 1,9% calculada em abril.

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