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Os gabinetes do presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, e do ministro André Mendonça rejeitaram pedidos de audiência feitos pelos advogados de Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. A defesa buscava apresentar um pedido de soltura para o cliente, mas esbarrou em um impasse burocrático na mais alta Corte do país.
O imbróglio começou após uma decisão tomada em 12 de setembro, quando Fachin determinou que os inquéritos relacionados aos casos do Banco Master e do Instituto Nacional do Seguro Social fossem redirecionados para a Presidência do STF. Desde então, a defesa tentou transitar entre os dois gabinetes para destravar o processo.
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Em e-mail enviado na terça-feira aos advogados, o gabinete de Fachin alegou que a remessa das petições para a Presidência do STF não implicou alteração da relatoria. Por outro lado, o gabinete de Mendonça informou que os atendimentos sobre os processos do Banco Master e do INSS estão temporariamente suspensos.
Segundo as informações divulgadas, o próprio ministro André Mendonça teria afirmado à defesa que retomará a análise dos processos relacionados ao banco apenas depois que a Presidência do STF confirmar expressamente que ele continua sendo o relator oficial dos casos.
Diante da situação, o advogado Sérgio Leonardo, que representa Daniel Vorcaro, criticou abertamente o impasse gerado na Corte. “Causa perplexidade que a garantia constitucional de acesso à Justiça esteja inviabilizada para Daniel Vorcaro”, afirmou o defensor público sobre o caso.
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