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August Hanning, ex-diretor do BND, o Serviço Federal de Inteligência da Alemanha, foi preso nesta terça-feira (6) sob suspeita de espionagem e traição. A operação, confirmada pela Procuradoria-Geral da Alemanha, também resultou na prisão de Manfred D., antigo chefe de gabinete que trabalhou na agência de espionagem até o primeiro semestre de 2026.
A investigação aponta que Manfred D. teria repassado quase 2.000 documentos confidenciais ao ex-diretor, que atualmente atuava como consultor privado. Os repasses teriam ocorrido em troca de pagamentos regulares pelo menos até o ano de 2022, segundo os detalhes divulgados pelas autoridades alemãs.
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Entre o material vazado estariam relatórios internos preparados para reuniões na Chancelaria Federal, local onde os principais dirigentes das agências de inteligência do país trocam informações estratégicas regularmente. Manfred D. agora responde criminalmente por cumplicidade no caso de espionagem.
Os documentos em questão conteria dados altamente sensíveis sobre o programa nuclear iraniano e as operações das Forças Armadas russas. Além disso, o inquérito aponta a presença de informações obtidas de serviços de inteligência de países aliados, conforme revelou a emissora Deutsche Welle.
A Procuradoria-Geral informou que Hanning utilizou o vasto material sigiloso para elaborar uma análise de segurança voltada a um serviço de inteligência estrangeiro. Até o momento, as autoridades alemãs não divulgaram qual país ou governo teria contratado os serviços do ex-chefe de espionagem.
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