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O governo dos Estados Unidos reduziu drasticamente a cota de importação de açúcar bruto de cana destinada ao Brasil para o ano fiscal de 2027. Com a nova distribuição anunciada, o país poderá exportar apenas 56 mil toneladas do produto com tarifas reduzidas, o que representa uma queda de quase 36% em comparação ao volume anterior.

A medida foi oficializada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) após a divulgação dos volumes totais pelo Departamento de Agricultura norte-americano (USDA). A cota global estabelecida segue os compromissos assumidos pelo país no âmbito da Organização Mundial do Comércio.

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No total, o volume fixado pelo USDA é de 1.117.195 toneladas métricas em equivalente de açúcar bruto. Desse montante global, o USTR distribuiu inicialmente 1.061.202 toneladas entre os países fornecedores e agora concluiu a alocação das 55.993 toneladas restantes, resultando na redução drástica da fatia brasileira.

O sistema americano opera com cotas tarifárias anuais que garantem o acesso de produtos estrangeiros com tributação baixa. No entanto, qualquer volume comercializado que ultrapasse os limites estabelecidos fica sujeito a barreiras comerciais elevadas, estimadas em cerca de US$ 340 por tonelada.

Enquanto isso, entidades do setor açucareiro norte-americano pressionam por reformas mais amplas nas regras comerciais. A American Sugar Alliance argumenta que subsídios adotados por grandes exportadores distorcem o mercado global e geram prejuízos bilionários aos produtores locais.

Segundo dados divulgados pela associação do setor nos Estados Unidos, países como Brasil, Índia e Tailândia respondem conjuntamente por cerca de 70% de todas as exportações globais de açúcar. A organização aponta que o apoio governamental nesses mercados estimula excedentes vendidos a preços reduzidos internacionalmente.

Por fim, a aliança de produtores americanos sustenta que as tarifas incidentes sobre os volumes que excedem as cotas oficiais não passam por atualizações há 26 anos. A entidade defende a modernização das barreiras para proteger os agricultores locais da concorrência externa.

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