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A busca por uma noite de sono reparadora costuma ser acompanhada de conselhos populares, dicas de influenciadores e receitas caseiras que circulam pelas redes sociais. No entanto, nem todas essas orientações resistem ao rigor da medicina do sono. Para esclarecer o que realmente funciona, especialistas renomados analisaram as sugestões mais comuns e apontaram o que é ciência e o que não passa de mito.
O neurologista Álvaro Pentagna, do Hospital Vila Nova Star da Rede D’Or, e o médico Vitor Cavenaghi, do Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo, avaliaram práticas como o uso de óleos essenciais, meditação e consumo de chás. Os profissionais destacam que a falta de informação correta pode prolongar o sofrimento de quem lida com distúrbios crônicos e adiar a busca por tratamento adequado.
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A recomendação mais bem avaliada pelos médicos é o afastamento do celular antes de deitar. Vitor Cavenaghi aponta que suspender o uso de telas pelo menos trinta minutos antes de ir para a cama é uma medida altamente eficaz. Segundo Álvaro Pentagna, acessar redes sociais e e-mails de trabalho no fim do dia estimula o cérebro e prejudica diretamente a qualidade do descanso.
O uso de aromas, como a essência de lavanda, divide opiniões, mas pode ajudar na criação de um ritual de relaxamento, desde que utilizado com cautela. Cavenaghi alerta que substâncias aromáticas podem desencadear alergias, dores de cabeça ou crises em asmáticos e alérgicos, além de exigir cuidado redobrado na presença de crianças pequenas e animais de estimação.
Práticas como a meditação mindfulness ganham aval positivo dos médicos por ajudarem a desacelerar mentes aceleradas e ansiosas antes de dormir. Por outro lado, o consumo de chás exige atenção aos ingredientes: bebidas com cafeína ou propriedades diuréticas podem atrapalhar o sono, enquanto plantas como a passiflora exigem restrições para gestantes.
O uso indiscriminado de melatonina também entra na mira dos especialistas, que reforçam que o hormônio não é um sedativo e não deve ser consumido sem prescrição médica. A insônia crônica, caracterizada por episódios recorrentes ao longo de três meses, exige investigação clínica detalhada para identificar causas que vão desde transtornos de ansiedade até o uso excessivo de medicações.
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