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Os 15 países integrantes do bloco Escudo das Américas assinaram um acordo conjunto nesta terça-feira para designar formalmente organizações narcoterroristas como ameaças compartilhadas. O pacto submete esses grupos a sanções coordenadas, incluindo de forma direta as facções criminosas brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV).
A iniciativa foi lançada a pedido do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tendo como alvo inicial um total de 24 grupos criminosos na região. O documento assinado pela aliança e divulgado pelo Departamento de Estado dos EUA anuncia a primeira ação conjunta no contexto do grupo, voltada ao combate ao narcoterrorismo.
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Intitulado “Joint Statement on Defending Hemispheric Sovereignty”, o texto foi assinado por Estados Unidos, Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guiana, Honduras, Panamá, Paraguai, Peru e Trinidad e Tobago. A cooperação estruturada no acordo abrange os eixos de defesa econômica, segurança e coordenação multilateral.
Na área de segurança, as medidas estabelecem ações financeiras, congelamento de ativos e restrições de imigração e vistos para integrantes, associados e apoiadores das organizações. O pacto também prevê a responsabilização criminal de pessoas que forneçam suporte material ou logístico aos grupos com conhecimento de causa.
No plano econômico, os signatários se comprometeram a aprofundar a cooperação em investimentos, proteger cadeias de fornecimento de minerais críticos e estabelecer regulações para infraestrutura digital. Para viabilizar as sanções, o documento afirma que será acionado um mecanismo de reciprocidade da Organização dos Estados Americanos (OEA).
O acordo formalizado nesta terça-feira coincide com o discurso de Donald Trump na 81ª Assembleia Geral da ONU, em Nova York. Na ocasião, o presidente americano defendeu o uso das Forças Armadas dos EUA contra cartéis e afirmou que esses grupos são inimigos em guerra contra a civilização.
Embora não tenha citado o Brasil nominalmente no plenário da ONU, Trump já havia feito duras críticas ao país dias antes. Em documento enviado ao Congresso americano em 16 de setembro, o governo dos EUA afirmou que o Brasil falhou em enfrentar o PCC e o CV, transformando-se em um centro para o fluxo global de cocaína.
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