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Um terço das emendas parlamentares de transferência especial destinadas a obras em 2025 foi aprovado sem qualquer detalhamento sobre o destino dos recursos. O dado faz parte de um levantamento inédito divulgado pela Transparência Brasil, que escancara falhas crônicas na fiscalização dos repasses federais.
No total, a entidade analisou mais de 5,7 mil planos de trabalho de construções e melhorias vinculados a emendas individuais. Esses projetos somam R$ 4,9 bilhões em verbas públicas liberadas pelo governo federal para estados e municípios.
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Desse montante expressivo, exatamente 1.796 planos de trabalho foram classificados pelos pesquisadores na categoria de “sem detalhamento”. Isso representa uma fatia de R$ 1,5 bilhão que será injetada em obras sem que órgãos de controle saibam exatamente onde o dinheiro será aplicado.
O principal problema apontado no estudo é o uso de descrições vagas no cadastramento das obras. Termos genéricos como “drenagem urbana” ou “pavimentação de estradas vicinais” são inseridos no sistema sem indicação de endereço, bairro ou comunidade específica.
Na prática, a ausência dessas informações geográficas básicas impede qualquer tentativa de fiscalização no local por parte de cidadãos, imprensa ou conselhos municipais. As chamadas emendas Pix funcionam de forma direta: o deputado federal ou senador indica o valor e o ente beneficiado, e o dinheiro cai direto no caixa da prefeitura ou governo estadual.
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