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Uma coalizão formada por mais de cem economistas e cerca de sessenta organizações da sociedade civil lança nesta semana o documento “Diretrizes para um projeto de país justo, sustentável e soberano”. A iniciativa é articulada pela Plataforma CIPÓ e pelo Transforma, vinculado ao Instituto de Economia da Unicamp, reunindo especialistas de diferentes áreas de atuação.

As propostas foram formuladas a partir de pesquisas e diálogos intensos com movimentos sociais, sindicatos de trabalhadores, representantes da sociedade civil e membros dos poderes Executivo e Legislativo. Este lançamento marca o pontapé inicial do projeto Vida em Conta, que pretende estabelecer prioridades comuns para guiar o desenvolvimento do país nos próximos anos.

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O grupo busca barrar retrocessos em políticas públicas voltadas para a redução da desigualdade e para a melhoria na qualidade de vida dos brasileiros. Entre as instituições que integram a coalizão estão o Instituto Sou da Paz, Inesc, Geledés, Oxfam Brasil, Redes da Maré e o Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis.

Durante o lançamento, as entidades reconheceram que o Brasil obteve avanços importantes recentemente, citando resultados relevantes no combate à fome, na geração de emprego e renda, na queda do desemprego e da inflação, além da proteção ambiental e da recuperação da capacidade de atuação estatal.

Apesar dos progressos, a iniciativa alerta para o risco real de retorno a uma agenda de restrições permanentes ao investimento público e de enfraquecimento dos serviços essenciais. Segundo o documento, desonerações tributárias sem contrapartidas claras podem comprometer a proteção social e limitar o crescimento econômico futuro.

Para evitar esse cenário, a coalizão defende cinco diretrizes centrais, começando por colocar o enfrentamento das disparidades de renda, gênero, raça e território no centro do planejamento governamental. As demais propostas incluem reduzir o custo de vida, fortalecer a soberania tecnológica, acelerar a diversificação produtiva e reorientar a tributação para o bem-estar social.

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