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O governador eleito do Amapá, Dr. Furlan (PSD), assumiu o desafio de comandar o Estado rumo ao que pode ser o maior ciclo de desenvolvimento econômico de sua história. Vencedor do primeiro turno com 62,75% dos votos e derrotando o grupo político de Davi Alcolumbre (União Brasil), o novo gestor precisa preparar a região para a eventual exploração de petróleo na Margem Equatorial.

A descoberta realizada pela Petrobras em agosto, a 175 quilômetros da costa amapaense, posiciona o Estado como a principal fronteira petrolífera do país nas próximas décadas. A região é tratada pelo governo federal como alternativa vital para manter a produção nacional e repor as reservas do pré-sal.

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Estudos oficiais indicam um potencial produtivo de pelo menos 41 bilhões de barris na Margem Equatorial brasileira, o que asseguraria mais de um século de produção em território nacional. Para o Amapá, a chegada da nova indústria exige saltos expressivos em setores como logística, transportes e infraestrutura pesada.

Dr. Furlan destacou que a consolidação da atividade representa uma oportunidade única, mas ressalta que os benefícios só serão aproveitados com preparo adequado. A gestão planeja investimentos em mobilidade, energia, saneamento e qualificação profissional em parceria com universidades e institutos.

O plano de governo prevê atenção especial à rodovia BR-156, fundamental para a ligação com o extremo norte e a Guiana Francesa, além de articulações com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes. O Porto de Santana também entra no radar para abrigar uma base de apoio logístico offshore.

Para viabilizar as ações, o programa estadual contará com um aporte inicial de R$ 40 milhões já no primeiro ano de 2027, destinado a retomar obras paralisadas e destravar investimentos nos dezesseis municípios. A articulação ainda inclui a criação de uma Zona de Processamento de Exportação para impulsionar a industrialização local.

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