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O governador Tarcísio de Freitas garantiu uma base sólida na Assembleia Legislativa de São Paulo para o seu próximo mandato a partir de 2027. O cenário político na Casa, contudo, aponta para o fortalecimento dos blocos de oposição e rearranjos expressivos entre os partidos após o pleito realizado no último domingo.

Apesar da manutenção de uma maioria expressiva que assegura o controle da pauta legislativa, o Palácio 9 de Julho verá uma bancada oposicionista mais vocal e numerosa. O principal motor dessa expansão à esquerda foi o desempenho do PSOL, que saltou de cinco para nove cadeiras na Casa.

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No campo governista, o PL consolidou um avanço expressivo ao alcançar 27 deputados estaduais, oito a mais do que na legislatura anterior. A federação liderada pelo PT, por sua vez, garantiu 16 cadeiras, mantendo o posto de segunda maior bancada, embora tenha recuado duas vagas em relação a 2022.

O pleito também marcou a derrocada histórica do PSDB na política paulista. O partido, que historicamente dominou o comando do estado e o parlamento estadual, despencou e conquistou apenas uma vaga na Assembleia Legislativa por meio da federação com o Cidadania.

Nas urnas, o destaque individual ficou com Maria Eduarda Campopiano Monteiro, do PL, eleita aos 23 anos como a deputada estadual mais votada do estado. Ela acumulou mais de 1,9 milhão de votos, superando nomes tradicionais como o do petista Eduardo Suplicy, que registrou 653.753 votos.

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