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A Dívida Bruta do Governo Geral alcançou 82,9% do PIB em agosto, o equivalente a R$ 11,1 trilhões, segundo dados divulgados pelo Relatório de Estatísticas Fiscais do Banco Central. O resultado demonstra uma alta de 0,3 ponto percentual no período, sendo que quase R$ 10 bilhões desse avanço vieram do déficit registrado pelo setor público consolidado.

Diante desse cenário fiscal desafiador, economistas apontam que a trajetória da dívida exige mudanças urgentes. Em entrevista recente, o economista Arnaldo Lima defendeu a implementação de reformas estruturantes para conseguir estabilizar o crescimento das contas públicas brasileiras até o final da década.

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De acordo com a análise apresentada, o avanço na arrecadação federal — que cresce acima de 11% em termos reais — tem se mostrado insuficiente para conter a alta contínua das despesas obrigatórias. O governo central registrou um déficit de quase R$ 15 bilhões, enquanto os governos regionais e estatais ficaram no azul, somando um superávit de aproximadamente R$ 4,7 bilhões.

Para o especialista, o ponto mais crítico não reside exatamente no patamar atual da dívida, mas na garantia de sua estabilização a longo prazo. Lima destacou que, utilizando a metodologia do Fundo Monetário Internacional, a dívida bruta do Brasil chega a 94,5% do PIB, superando a média de 77% dos países emergentes.

Além do ajuste fiscal focado na redução de gastos, o economista argumenta que o país precisa avançar em uma agenda ampla de desindexação e aumento de produtividade. Segundo ele, os juros reais elevados e o impacto do salário mínimo nas contas públicas continuam pressionando fortemente a consolidação fiscal do país.

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