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Curitiba lidera o ranking de prontidão das capitais brasileiras para buscar operações de crédito, alcançando 97 de 100 pontos possíveis. Entre os indicadores que sustentam o desempenho da capital paranaense estão a gestão das despesas com pessoal e a execução orçamentária. Os dados fazem parte do Diagnóstico de Prontidão Municipal, desenvolvido pela govtech Softplan.
Na sequência do levantamento, Vitória aparece na segunda posição, com 95 pontos, enquanto Florianópolis e Goiânia dividem o terceiro lugar, com 94 pontos cada. Na outra ponta da lista, aparecem Porto Velho com 69 pontos, Macapá com 70 e Maceió com 73 pontos.
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O índice segue metodologia inspirada na City Creditworthiness Initiative, do Banco Mundial. A pontuação atribui peso de 40% à saúde fiscal e capacidade de endividamento, 30% ao planejamento e desenvolvimento social, e os 30% restantes à capacidade de execução e infraestrutura das administrações municipais.
O levantamento utiliza dezenas de indicadores de bases públicas oficiais, como IBGE, Siconfi e CadÚnico, com dados atualizados em tempo real por meio de inteligência artificial. Na fotografia realizada em 25 de setembro de 2026, 19 das 27 capitais registraram prontidão considerada alta, pontuando entre 80 e 100, ao passo que outras 8 ficaram na faixa média.
O conceito de prontidão avalia se a gestão municipal reúne condições fiscais, institucionais e operacionais para viabilizar um financiamento. “Os bancos de fomento não olham exatamente para os projetos que serão desenvolvidos, eles analisam, principalmente, a capacidade do gestor em gerir esse valor da melhor forma possível”, aponta Felipe Corrêa, coordenador e especialista de negócio na Softplan.
O cenário coincide com a ampliação recente do espaço para contratação de crédito pelos governos subnacionais. Em setembro, o Conselho Monetário Nacional elevou em R$ 2 bilhões o limite global anual de operações para estados, Distrito Federal e municípios em 2026, passando o teto de R$ 26,625 bilhões para R$ 28,625 bilhões.
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