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A Coreia do Norte disparou dois mísseis balísticos em um intervalo de três horas em direção ao Mar do Leste e declarou que nenhuma nova sanção internacional irá conter o avanço de seus programas militar e econômico. Os testes bélicos coincidem com uma reação dura de Pyongyang contra a criação de um novo grupo internacional apoiado pelos Estados Unidos para monitorar as penalidades financeiras contra o regime de Kim Jong-un.
A escalada de tensão ocorre após o Ministério das Relações Exteriores norte-coreano atacar diretamente o trabalho da Equipe Multilateral de Monitoramento de Sanções (MSMT). O órgão, composto por 11 países ocidentais e aliados asiáticos, foi montado para rastrear violações de resoluções da Organização das Nações Unidas (ONU), após a Rússia vetar no início do ano a renovação do painel oficial de especialistas do Conselho de Segurança.
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Segundo um relatório do grupo divulgado em setembro, o governo de Kim Jong-un burla as regras internacionais ao manter entre 35.600 e 101.280 trabalhadores ativos no exterior, concentrados principalmente na China e na Rússia. O documento estima que a exportação dessa força de trabalho deve render aos cofres de Pyongyang entre 450 milhões e 800 milhões de dólares em 2025, recursos direcionados ao financiamento de armas nucleares.
Por meio da agência de notícias estatal KCNA, um porta-voz da diplomacia norte-coreana classificou o relatório de “fabricação” e defendeu o envio de operários como uma “cooperação econômica normal e mutuamente benéfica”. O regime de Pyongyang alertou que não vai tolerar o que chamou de ações de “forças hostis” tentando estrangular suas parcerias soberanas com outras nações.
Apesar do alerta aceso pelos dois lançamentos consecutivos na região do Mar do Leste, o governo dos Estados Unidos agiu rapidamente para conter o pânico e descartou qualquer ameaça imediata ao seu território ou aos seus aliados regionais, como Japão e Coreia do Sul. Os países que integram a equipe de monitoramento — incluindo Alemanha, França, Reino Unido, Itália, Holanda, Canadá, Austrália e Nova Zelândia — pressionam agora pela repatriação imediata de todos os operários norte-coreanos espalhados pelo globo.
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