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A Coreia do Norte afirmou nesta terça-feira (29) que a Coreia do Sul pagará um preço alto por atribuir a Pyongyang a responsabilidade pela explosão de uma mina na Zona Desmilitarizada (ZDM). O incidente, ocorrido no dia 21 de setembro, feriu gravemente militares sul-coreanos que realizavam uma missão de reconhecimento na região de quatro quilômetros de largura que divide a península.
O ministro da Defesa da Coreia do Sul declarou que o artefato que causou a explosão era de origem norte-coreana e anunciou que o país tomaria medidas proporcionais. Kang Shin-chul apontou que tropas de Pyongyang provavelmente plantaram as minas durante operações recentes de reforço e fortificação de fronteira.
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A investigação sobre o caso é conduzida de forma conjunta pelo governo sul-coreano e pelo Comando da Organização das Nações Unidas (ONU), que supervisiona o armistício firmado ao final da Guerra da Coreia. A tensão na linha de divisa tem escalado nas últimas semanas devido a movimentações militares de ambos os lados.
Kim Yo Jong, irmã influente do líder norte-coreano Kim Jong-un, rejeitou veementemente as acusações em comunicado divulgado pela agência oficial KCNA. Ela classificou a investigação de Seul como uma farsa barata e afirmou que as tribos da Coreia do Sul estão tentando fabricar provas materiais para transferir a culpa.
A dirigente norte-coreana também negou que tropas do regime tenham cruzado a Linha de Demarcação Militar. Segundo ela, as obras de construção de barreiras realizadas na área representam apenas o exercício pleno da soberania nacional, sem qualquer finalidade de ataque militar contra o vizinho do sul.
Em tom de forte advertência, Pyongyang ameaçou retaliar imediatamente caso o Sul abra fogo ou dispare tiros de advertência contra suas tropas. Kim Yo Jong declarou que, se uma única bala atingir o território norte-coreano, Seul deve se preparar para enfrentar graves consequências na região.
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