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O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central mantém alertas firmes sobre os riscos da política fiscal do governo federal desde o mês de janeiro. A avaliação técnica aponta que as ações adotadas pela área econômica, a exemplo da concessão de crédito subsidiado, pressionam as taxas de juros e dificultam o controle da inflação no país.

Na ata da última reunião do colegiado, divulgada na terça-feira (22/9), os diretores detalharam que o impacto das decisões fiscais vai muito além do curto prazo. O texto destaca que o estímulo à demanda agregada gerado pelos gastos públicos afeta diretamente a percepção sobre a sustentabilidade da dívida e encarece o prêmio a termo na curva de juros.

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Diante desse cenário de incerteza e da desancoragem das expectativas inflacionárias, o comitê reforça a exigência de uma postura monetária mais restritiva. Os sinais emitidos pelo Banco Central indicam que novos cortes na taxa básica de juros, a Selic, não estão garantidos para as próximas reuniões do colegiado.

A posição oficial da autoridade monetária enfatiza a urgência de harmonia entre a política fiscal e a política monetária para estabilizar os preços. “A política fiscal tem um impacto de curto prazo, majoritariamente por meio de estímulo à demanda agregada, e uma dimensão mais estrutural, que tem potencial de afetar a percepção sobre a sustentabilidade da dívida”, pontuou o documento.

Analistas do mercado financeiro e especialistas acompanham de perto os desdobramentos desses recados, que cobram maior rigor fiscal do Palácio do Planalto. A reação do Banco Central consolida uma postura de vigilância redobrada contra pressões inflacionárias que possam comprometer a recuperação econômica a médio e longo prazos.

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