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A confiança do setor comercial brasileiro registrou nova queda no mês de setembro, puxada por incertezas econômicas e mudanças no cenário de consumo. O Índice de Confiança do Comércio, calculado pela Fundação Getulio Vargas, recuou 2,9 pontos na passagem de agosto para setembro, atingindo a marca de 81,3 pontos.
Em paralelo, dados divulgados pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo apontam que o Índice de Confiança do Empresário do Comércio caiu de 101,3 pontos em agosto para 100,0 pontos neste mês, evidenciando um ambiente de maior cautela entre os lojistas do país.
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Entre os diversos recortes da pesquisa da CNC, o segmento de bens semiduráveis — que engloba vestuário, calçados e acessórios — sofreu uma readequação expressiva nas expectativas. O movimento coincide com os impactos gerados pelo fim do imposto de importação sobre remessas internacionais de pequeno valor, fator que acirrou a concorrência externa no setor.
O segmento de semiduráveis registrou queda de 1,3% na comparação mensal e permanece como o único setor a apresentar variação negativa na base anual, com recuo de 1,7% acumulado em 12 meses. A expectativa econômica específica para esse grupo despencou 4,6% em setembro.
Apesar do cenário adverso para vestuário e calçados, outras áreas do comércio mostraram resiliência e desempenho positivo. O comércio de bens duráveis, como eletrônicos e eletrodomésticos, obteve o maior avanço na comparação anual, registrando alta de 3,9% impulsionada por patamares de preços favoráveis.
No panorama geral do varejo, as intenções de contratação de funcionários mantiveram trajetória de alta, com crescimento de 4,2% no ano. Analistas apontam que a manutenção de postos de trabalho demonstra solidez no mercado de trabalho, mesmo diante das oscilações na confiança dos empresários.
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