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Viajar para Miami, nos Estados Unidos, passar três dias na cidade e comprar a versão de 2 TB do iPhone Duo custa menos do que adquirir o mesmo aparelho diretamente no mercado brasileiro. Enquanto o smartphone dobrável da Apple sai por R$ 30.999 no Brasil, a soma da passagem aérea de ida e volta saindo de Guarulhos com o preço do celular em solo americano fica em R$ 19.400, gerando uma economia de R$ 11.600 para o consumidor.
A prática do turismo de compras revela que o produto é mais barato em 15 dos 17 países avaliados em um levantamento recente. Apenas a Índia e a Austrália apresentam custos superiores aos praticados no Brasil, enquanto nações asiáticas como a China exigem dezenas de horas de voo para compensar a diferença financeira.
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O modelo de luxo foi apresentado pela companhia em 9 de setembro e marca a entrada da empresa no segmento de celulares dobráveis. Nos Estados Unidos, o aparelho é comercializado por US$ 3.199, valor equivalente a cerca de R$ 16.500 na cotação oficial utilizada no estudo, que fixou o dólar em R$ 5,16 no dia 18 de setembro de 2026.
Para voltar ao país com o equipamento dentro da lei e livre de tributação alfandegária, contudo, é preciso que o item seja de uso estritamente pessoal. A regra exige que o telefone esteja fora da caixa e ativado, sendo uma alternativa comum entregar um modelo anterior no programa de troca da própria fabricante no exterior.
Os cálculos mostram ainda que a diferença de preço financia roteiros turísticos inteiros. O valor cobrado pelo aparelho no mercado nacional supera em R$ 5.655 um pacote completo que inclui passagens aéreas para Orlando, quatro diárias em um resort dentro do complexo da Disney e ingressos para os quatro parques temáticos da empresa.
Especialistas apontam que a distorção nos preços decorre da alta carga tributária aplicada sobre produtos tecnológicos importados no país, somada a políticas protecionistas que elevaram as taxas de importação de smartphones em até 25% em 2026. A Apple detém 63% das vendas de celulares acima de US$ 600 no Brasil, refletindo um mercado onde os lançamentos permanecem inacessíveis para a maior parte da população.
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