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A divisão institucional e a politização de órgãos do Estado brasileiro atingiram um patamar profundo após anos de polarização política intensa. A avaliação foi feita pelo diretor de jornalismo da CNN em Brasília, Daniel Rittner, durante o programa WW, ao analisar o cenário atual das instituições públicas do país.

Segundo a análise apresentada pelo jornalista, o fenômeno não é recente, mas se consolidou ao longo de pelo menos oito anos de divisões calcificadas. O problema vai muito além do Poder Judiciário e atinge capilarmente diversas esferas fundamentais da administração pública federal.

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Entre os exemplos citados por Rittner está a Polícia Federal, que, conforme sua avaliação, ora produz relatórios utilizados por uma ala do Supremo Tribunal Federal, ora elabora documentos de inteligência acionados por setores opostos. A Receita Federal também entrou no radar das críticas com acusações de pressões e episódios de facilitação na liberação de joias sauditas, enquanto o Itamaraty foi apontado como mais um reflexo desse quadro de cisão interna.

O caso mais emblemático destacado no programa foi uma postagem recente feita pelo advogado-geral da União, Jorge Messias, direcionada ao senador Flávio Bolsonaro sobre o tema dos precatórios. Para o jornalista, a AGU, estruturada originalmente como um órgão técnico e de Estado, acabou exibindo um comportamento de cunho político-eleitoral totalmente incompatível com sua função institucional.

A publicação de Messias gerou forte repercussão e ilustra como até mesmo as instâncias jurídicas de defesa do governo acabam inseridas no fogo cruzado da disputa político-partidária. A avaliação reforça o alerta de especialistas sobre a perda de neutralidade técnica em órgãos vitais para a governabilidade e a estabilidade democrática brasileira.

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