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Clubes do interior de Minas Gerais uniram forças para cobrar do governo estadual uma divisão mais justa dos recursos públicos destinados ao esporte. A mobilização ocorre logo após a gestão estadual anunciar um pacote de R$ 32 milhões em patrocínios para Atlético-MG, Cruzeiro e América-MG, verba viabilizada por meio de empresas estatais após o cerco regulatório e a proibição dos patrocínios de casas de apostas.

Em um manifesto divulgado na última terça-feira (30), equipes de várias regiões mineiras exigiram transparência e o estabelecimento de critérios objetivos para a distribuição de verbas públicas. Os signatários defendem a criação de cotas fixas por divisão, além de investimentos direcionados para as categorias de base e para o fomento do futebol feminino no estado, que atualmente sobrevive com apoios escassos.

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A lista de assinaturas do documento reúne nove agremiações tradicionais do cenário estadual: Athletic, Villa Nova, Guarani-MG, Aymorés, Betim, Mamoré, Boa Esporte, Ipatinga e Itabirito. O grupo exige que o ecossistema do esporte local seja enxergado para além da capital mineira, abrangendo os participantes dos Módulos 1 e 2 do Campeonato Mineiro e da Série B do Campeonato Brasileiro.

O manifesto pontua duramente a concentração financeira na Região Metropolitana de Belo Horizonte, sintetizando a insatisfação com frases contundentes distribuídas à imprensa. “Três clubes contemplados. Oitocentos e cinquenta e três municípios em Minas”, criticam as equipes no texto, reforçando que o interior abriga a base formadora de grande parte dos atletas que alcançam os gramados de elite do país.

Como desdobramento prático da cobrança, os clubes articulam uma audiência urgente com o governo estadual e as estatais envolvidas nos contratos de patrocínio. A articulação política e o intermédio das negociações com a administração pública estão sendo cobrados diretamente por meio da Federação Mineira de Futebol, instituição apontada como ponte para as demandas das equipes do interior.

Em resposta oficial enviada ao Poder360, o Governo de Minas Gerais reconheceu a importância econômica e social dos times interioranos para o esporte e para a formação de novos atletas. A gestão estadual argumentou que os patrocínios milionários repassados aos três grandes de Belo Horizonte obedecem a critérios estritos de publicidade, retorno de marca e alcance de divulgação das empresas estatais envolvidas.

Por fim, a administração de Minas Gerais sinalizou que o governador do estado já manifestou publicamente a intenção de costurar novas parcerias financeiras com outras equipes do interior. No entanto, o Palácio da Liberdade informou que os detalhes operacionais e as datas dessas eventuais negociações serão divulgados oportunamente, sem cravar prazos para atender aos pleitos imediatos cobrados pelas equipes.

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