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O governo da China habilitou quatro novos frigoríficos brasileiros para exportação de carnes nesta terça-feira (29), ampliando para 150 o total de estabelecimentos nacionais autorizados a vender ao país asiático. O anúncio ocorre três dias após a conclusão de uma missão de auditores chineses ao Brasil, mas coincide com a confirmação oficial de que o limite anual da cota brasileira de carne bovina para o mercado chinês foi totalmente atingido.

As novas autorizações contemplam duas plantas de carne bovina e duas de carne de frango. No setor bovino, receberam o aval a Supremo Carnes, situada em Carlos Chagas (MG), e a Masterboi, de Canhotinho (PE). Já para a avicultura, foram credenciadas a Avivar Alimentos, em São Sebastião do Oeste (MG), e a Cooperativa Dália Alimentos, em Arroio do Meio (RS). A comitiva chinesa havia inspecionado 17 instalações no país na semana anterior.

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Com o esgotamento da cota de carne bovina, cujos limites foram atingidos na prática ainda em agosto, os novos embarques de proteína bovina passarão a sofrer uma sobretaxa de 55% cobrada sobre a tarifa básica de 12%. Diante disso, as duas unidades recém-habilitadas para carne bovina devem esperar o início do próximo ano para exportar ao mercado chinês sob as alíquotas normais de importação.

Na tentativa de amenizar o impacto das tarifas extras, o Palácio do Planalto articula o aproveitamento da cota não utilizada por países parceiros. O Uruguai concordou em ceder parte de seu limite anual ao Brasil, contudo a manobra depende do aval do governo chinês, que até o momento não emitiu uma resposta formal sobre a transferência de margem.

O avanço das habilitações ocorre na esteira da assinatura de um protocolo sanitário, firmado no último sábado (26), que liberou a venda de miúdos suínos brasileiros para a China. A estimativa do setor é movimentar até US$ 100 milhões (cerca de R$ 520 milhões) com esse segmento. Em entrevista, o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, manifestou otimismo quanto à expansão dos embarques: “Tenho uma expectativa que, rapidamente, vamos ter a possibilidade de avançar nos miúdos de bovinos. É uma coisa que está por acontecer”.

Em relação ao mercado europeu, o ministro ressaltou que mantém conversas com representantes em Bruxelas para tentar reverter a suspensão das compras de carne bovina brasileira, decretada pela União Europeia em setembro. André de Paula estimou que as exportações para o bloco econômico europeu só devem ser plenamente retomadas em um prazo de dois anos.

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