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A região Centro-Sul do Brasil deve registrar uma safra histórica de cana-de-açúcar na temporada 2027/28, com uma moagem estimada em 662,1 milhões de toneladas pela consultoria StoneX. O volume supera todas as marcas anteriores e reflete um cenário de maior disponibilidade de matéria-prima e melhores condições para o desenvolvimento dos canaviais.

Segundo Marcelo di Bonifácio Filho, analista de inteligência de mercado da StoneX, a projeção considera o avanço da área colhida de 7,96 milhões para 8,13 milhões de hectares. A produtividade média esperada é de 81,5 toneladas de cana por hectare, impulsionando a oferta para o setor sucroenergético.

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O principal desafio para o período será absorver um volume expressivo de cana bisada, estimado em cerca de 22 milhões de toneladas que deixarão de ser colhidas na safra 2025/26. Mesmo com esse obstáculo, a maior disponibilidade de matéria-prima favorecerá diretamente a produção de açúcar, com um mix açucareiro projetado em 49,3%.

A mudança no direcionamento da produção ocorre em função da maior atratividade econômica do açúcar em relação ao etanol. Em São Paulo, o adoçante passou a oferecer preços mais vantajosos às usinas a partir de julho, impulsionado pela valorização das cotações na bolsa de Nova York e pelo incentivo à exportação.

Com esse panorama, a produção brasileira de açúcar pode alcançar 42,4 milhões de toneladas em 2027/28, aproximando-se do recorde obtido em 2023/24, enquanto as exportações do Centro-Sul devem atingir 33,8 milhões de toneladas. No setor de biocombustíveis, a produção de etanol também crescerá, alcançando 40,5 bilhões de litros, sustentada principalmente pela expansão do etanol de milho no país.

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