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A audiência do Conselho de Justificação da Polícia Militar de São Paulo que pode resultar na expulsão do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto foi encerrada nesta quarta-feira (30). O colegiado é responsável por avaliar a conduta do oficial e decidir sobre sua permanência na corporação após a acusação de homicídio.

Segundo a defesa do réu, a última testemunha indicada pelos advogados prestou depoimento durante a sessão. No entanto, o órgão administrativo ainda não definiu uma data para o interrogatório do tenente-coronel, etapa que antecede a conclusão da fase de instrução.

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O advogado Eugênio Malavasi, que representa o oficial, destacou que após o interrogatório o processo seguirá para a fase de alegações finais. Nesse momento, as defesas deverão apresentar o chamado memorial defensivo com os argumentos e pedidos considerados cabíveis no âmbito do processo administrativo.

Geraldo está preso preventivamente no Presídio Militar Romão Gomes, na zona Norte da capital paulista, desde 18 de março. Ele responde criminalmente pelo feminicídio da soldado Gisele Alves Santana e também por fraude processual.

Gisele, de 32 anos, foi encontrada morta em seu apartamento localizado no Brás em 18 de fevereiro. O caso foi inicialmente registrado como suicídio, mas as investigações conduzidas pelo Ministério Público apontaram indícios de que o tenente-coronel atirou contra a companheira e alterou a cena do crime para encobrir a autoria.

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