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Quatorze anos após o crime que comoveu Goiânia, o Tribunal do Júri começou a julgar nesta quinta-feira (1º) os três policiais acusados pela morte do advogado Davi Sebba. O caso, que se arrastou por diferentes instâncias do Judiciário ao longo de mais de uma década, coloca no banco dos réus o ex-policial militar Jonathas Atenevir Jordão e os policiais militares Edinailton Pereira de Souza e Luiz Frederico de Oliveira.

Davi Sebba foi morto aos 38 anos com um tiro no peito em 5 de julho de 2012, no estacionamento de um supermercado na capital goiana. Naquela noite, ele havia saído para comprar fraldas para o filho que estava prestes a nascer. Sua esposa encontrava-se internada em uma maternidade, e o recém-nascido, batizado como Gabriel Davi, veio ao mundo poucas horas após o assassinato do pai.

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A decisão para submeter os três acusados ao júri popular foi tomada em 2023, após uma longa tramitação marcada por recursos apresentados pelas defesas. Familiares relataram que mais de 20 recursos foram interpostos ao longo dos anos, resultando em sucessivos adiamentos que prolongaram a busca por uma resposta da Justiça.

Na véspera do julgamento, familiares e amigos intensificaram a mobilização espalhando 15 outdoors por diferentes pontos de Goiânia com a imagem do advogado, além de manterem ativa a campanha nas redes sociais. Em declaração recente, um dos irmãos de Davi resumiu o sentimento da família diante do desfecho: “Espero que sejam condenados”.

A OAB-GO acompanha de perto o andamento do júri popular, que tem previsão de durar dois dias na capital. O julgamento representa para amigos e parentes o encerramento de um longo ciclo de espera por responsabilização penal no caso.

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