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O Brasil movimentou a marca de US$ 252,5 bilhões em criptoativos entre julho de 2025 e junho de 2026, impulsionado principalmente pelo avanço acelerado das stablecoins no país. O levantamento foi divulgado pela empresa Chainalysis e coloca o mercado brasileiro em posição de destaque na América Latina.
As stablecoins são ativos digitais desenvolvidos especificamente para manter o valor vinculado a uma moeda tradicional ou a outro ativo, como o dólar americano ou o ouro. Essa estrutura foi desenhada pelo mercado para reduzir drasticamente a alta volatilidade típica das principais criptomoedas do mundo.
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Além do volume total movimentado, a pesquisa da Chainalysis revelou um salto expressivo no número de carteiras brasileiras que mantêm valores superiores a US$ 10 mil nesses ativos. Esse grupo específico de carteiras cresceu 347% no país desde julho de 2024.
Para fins de comparação regional no mesmo período, os aumentos registrados em países vizinhos foram bem menores: o México apresentou alta de 91%, a Argentina marcou 82% e o Chile registrou 47%. Historicamente, a América Latina sofre com inflação e instabilidade cambial, o que fomenta a busca por essa alternativa.
Especialistas apontam que mudanças regulatórias recentes também influenciaram o comportamento do mercado brasileiro. Bernardo Pascowitch, apresentador do Resenha do Dinheiro, aponta que a exigência de reporte de transações ao governo pelas corretoras gerou um movimento antecipado de compras antes da vigência oficial da regra.
Por outro lado, figuras do mercado financeiro já discutem os impactos estruturais dessa tendência. Marilia Fontes, sócia-fundadora da Nord Investimentos, questiona se a forte expansão das moedas digitais atreladas ao dólar pode acabar reduzindo a demanda futura pelo bitcoin no país.
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