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O Brasil gasta US$ 3.762, o equivalente a cerca de R$ 19.609, por estudante da educação básica até o ensino superior. O dado faz parte do estudo Panorama da Educação, divulgado nesta terça-feira (29) pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
A média registrada pelos outros países participantes do levantamento internacional é de US$ 13.859, ou aproximadamente R$ 72.241. Essa diferença coloca o investimento brasileiro em patamar cerca de 3,7 vezes inferior à média mundial.
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Apesar do baixo valor por aluno, o país destina 4,3% do Produto Interno Bruto para o financiamento público da educação da educação básica ao ensino superior. Esse percentual deixa o Brasil acima da média da OCDE, que é de 3,6%.
No comparativo regional com a América Latina, o valor investido por estudante no Brasil fica abaixo do registrado por Argentina, Chile, Costa Rica e Colômbia, mas supera o México e o Peru. No topo do ranking global, Luxemburgo lidera com gastos que ultrapassam US$ 27 mil por aluno.
O estudo também detalha a situação dos docentes nas redes públicas. Apenas 22,3% dos professores brasileiros afirmam estar satisfeitos com seus salários, contra uma média mundial de 38,7%, o que posiciona o país como o quarto com maior insatisfação salarial entre os docentes no ranking da organização.
Além da insatisfação com a remuneração, o levantamento aponta que 10,3% dos professores plenamente qualificados do ensino fundamental e médio deixaram a profissão em 2022 no Brasil, seja por aposentadoria ou pedido de demissão, superando a taxa média da OCDE de 6,4%.
Para Ricardo Henriques, superintendente executivo do Instituto Unibanco, o dado reflete um desafio severo para a rede pública. O especialista pontua que nem todos os docentes que abandonaram as escolas públicas deixaram a carreira, pois alguns podem ter migrado para o setor privado.
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