Espaço reservado para anúncio

O Brasil assumiu a liderança mundial em adoção de criptoativos, superando potências como os Estados Unidos, Nigéria, Japão e Coreia do Sul. O levantamento foi divulgado pela Chainalysis no relatório Geography of Cryptocurrency Report 2026, que analisou a atividade do setor nos doze meses encerrados em junho de 2026.

No período avaliado, o país contabilizou US$ 252,5 bilhões em negócios envolvendo criptomoedas. Esse montante representa 2,7% de todo o fluxo financeiro global da modalidade, que somou US$ 9,4 trilhões no intervalo considerado pela pesquisa internacional.

Espaço reservado para anúncio

A liderança brasileira foi impulsionada por uma atividade forte e equilibrada, com destaque para a utilização corporativa de stablecoins para liquidez e transferências internacionais. Essas criptomoedas possuem cotação atrelada a ativos reais, como o dólar, o que atrai empresas em busca de proteção contra a volatilidade cambial.

O ambiente regulatório mais claro também funcionou como catalisador para o avanço do setor no país. O relatório aponta que as novas regras implementadas pelo Banco Central para prestadores de serviços de ativos virtuais exigem padrões rígidos de governança, gestão de risco, compliance e capital mínimo.

“Quando as regras chegam, a confiança vem junto”, afirmou Julia Rosin, presidente da ABCripto, em posicionamento enviado ao estudo. A avaliação do mercado é de que a exigência de conformidade pressiona empresas menores, mas fortalece a consolidação institucional do segmento.

Outra mudança estrutural mapeada pelo documento foi o salto na participação das exchanges sediadas no Brasil. As plataformas domésticas passaram de 1,5% para 12,5% dos fluxos locais, na contramão da América Latina, onde as corretoras locais perderam espaço para concorrentes internacionais.

A economia cripto latino-americana cresceu 9,8% enquanto o mercado global recuou 1,6%, refletindo a busca por alternativas financeiras na região. O pódio regional foi completado pela Argentina, com US$ 88,5 bilhões movimentados, e pelo México, com US$ 77,6 bilhões.

Espaço reservado para anúncio