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Representantes dos governos de Donald Trump e Luiz Inácio Lula da Silva realizam nesta sexta-feira (25.set.2026), em Genebra, na Suíça, consultas oficiais para discutir as tarifas adicionais impostas pelos Estados Unidos a importações brasileiras. O encontro ocorre no âmbito da contestação formal apresentada pelo Brasil junto à OMC (Organização Mundial do Comércio), que busca reverter as barreiras comerciais aplicadas por Washington.

A movimentação diplomática começou em 27 de julho, quando o governo brasileiro protocolou o pedido contestando duas tarifas específicas aplicadas pelos EUA com base na Seção 301. Pouco depois, os norte-americanos aceitaram o procedimento de consulta, abrindo espaço para o debate bilateral supervisionado pelo organismo internacional.

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Durante o processo, a China tentou intervir e pediu para participar das discussões. Pequim argumentou que a tarifa de 12,5% resultante de investigações sobre suposto trabalho forçado afeta diretamente suas exportações e altera as condições de concorrência no mercado norte-americano, mas os Estados Unidos rejeitaram o pedido sob a alegação de que o caso não envolve práticas chinesas.

As consultas representam apenas a primeira etapa do complexo procedimento de solução de controvérsias da OMC. Caso os dois países não cheguem a um acordo amigável, o Brasil poderá solicitar formalmente a abertura de um painel de especialistas após o prazo de 60 dias.

Especialistas apontam que, mesmo que o painel dê ganho de causa ao Brasil, o efeito prático tende a ser limitado devido à paralisia do órgão de apelação da OMC. Contudo, o governo brasileiro avalia que a disputa fortalece a posição do país nas negociações diretas com Washington.

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