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O Bordeaux, clube tradicional com seis títulos do campeonato francês, anunciou um acordo oficial para a sua venda ao fundo de investimento americano Park Bench pelo valor simbólico de 1 euro, o equivalente a cerca de R$ 6,50. A negociação liderada pela empresa de Gérard Lopez, proprietário do time desde 2021, faz parte de uma operação complexa para reestruturar as dívidas acumuladas e evitar a liquidação total da instituição esportiva.

A transação ocorre após um período de profunda instabilidade administrativa e financeira que culminou na decretação da falência do clube em julho de 2024. A entrada do novo grupo norte-americano ainda precisa passar pelo crivo dos órgãos de controle financeiro do futebol francês, que avaliarão detalhadamente as condições do projeto e o planejamento estratégico para a próxima temporada.

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O preço simbólico de aquisição não reflete o compromisso financeiro total necessário para reerguer a equipe. Segundo informações veiculadas pelo portal ge, o plano de continuidade estabelece a redução drástica das obrigações financeiras de aproximadamente 26 milhões de euros para 13 milhões de euros, além da ampliação significativa do prazo de pagamento, que passa de 10 para 12 anos.

Como parte dos termos da operação, Gérard Lopez abrirá mão de todos os créditos que possui contra o Bordeaux e abdicará de qualquer direito de recuperar esses valores no futuro. A negociação também contemplou um acordo direto com o ex-técnico Vladimir Petkovic para encerrar um litígio trabalhista pendente, resolvendo as disputas quanto à antiga relação profissional com o clube.

A crise financeira severa cobrou um preço alto esportivamente, forçando o Bordeaux a deixar a elite do futebol francês e despencar para as divisões inferiores. Enquanto disputava a Ligue 1 quando Lopez assumiu em 2021, a equipe chegou a figurar na Regional 1, equivalente à sexta divisão do país, acumulando um déficit que chegou a bater a marca de 40 milhões de euros.

Antes do desfecho anunciado, o clube havia sido formalmente excluído dos campeonatos nacionais em julho, após a parceira Sparta Capital não conseguir reunir os 10 milhões de euros exigidos para a temporada. Posteriormente, em agosto, os novos investidores depositaram quase 11 milhões de euros em uma conta-garantia, pavimentando o caminho para o acordo que agora aguarda a devida homologação do tribunal comercial e a análise final da Direção Nacional de Controle e Gestão.

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