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O Ibovespa fechou em forte alta de 2,63% nesta sexta-feira (2), atingindo os 192.114,55 pontos no último pregão antes do primeiro turno das eleições, marcado para o próximo domingo (4). O desempenho surpreendeu o mercado financeiro e veio acompanhado de uma leve queda de 0,08% no dólar comercial, que encerrou cotado a R$ 5,216.

A movimentação expressiva ocorreu em um dia de marcada volatilidade na B3, impulsionada tanto por fatores domésticos quanto internacionais. Os investidores optaram por deixar de lado a cautela que vinha dominando os negócios nas últimas semanas em função da disputa eleitoral, buscando recompor posições antes do fechamento da janela de apostas para a primeira etapa do pleito.

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No cenário externo, o principal motor veio dos Estados Unidos com a divulgação do relatório de emprego, o payroll, referente ao mês de setembro. Os dados mostraram a criação de apenas 29 mil vagas, um número consideravelmente abaixo das cerca de 90 mil esperadas por analistas de mercado, enquanto a taxa de desemprego atingiu 4,2%.

Esse resultado mais fraco na economia norte-americana aumentou a percepção entre os investidores de que o Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, terá menos pressão para elevar as taxas de juros em sua próxima reunião de política monetária. A reação imediata foi o recuo nos rendimentos dos Treasuries, o que historicamente favorece a migração de capital para mercados emergentes.

No âmbito nacional, o especialista Lucas Xavier, head de renda variável e sócio da AW Capital, destacou que o pregão refletiu a necessidade urgente dos fundos e grandes players de ajustarem suas carteiras. Segundo ele, ações de empresas consideradas menos expostas ao risco político, a exemplo do Banco do Brasil, lideraram o fluxo de compras ao longo da tarde.

Outro destaque fundamental para a recuperação da Bolsa foi o comportamento das ações da Petrobras. Os papéis preferenciais da estatal (PETR4) encerraram o dia com valorização de 2,49%, negociados a R$ 51,01, impulsionados pela virada do petróleo tipo Brent para o campo positivo, mantendo-se acima da marca dos US$ 100 por barril.

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