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Ainda restam R$ 1,4 bilhão em saldos de usuários presos em casas de apostas online, segundo balanço divulgado nesta sexta-feira (2) pelo Ministério da Fazenda. O montante representa uma queda de cerca de 30% em relação aos R$ 2,1 bilhões registrados em 25 de setembro, o que indica uma retirada de aproximadamente R$ 652 milhões pelos apostadores desde que as plataformas foram proibidas no país.

O secretário-executivo da Fazenda, Dario Durigan, reforçou que o prazo final para que os apostadores solicitem o resgate voluntário desse dinheiro termina na próxima segunda-feira (5). Quem perder o prazo não perderá os recursos de forma definitiva, já que o valor será devolvido posteriormente pelos bancos responsáveis por operacionalizar as contas das empresas de apostas.

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A proibição total das atividades ocorreu após a assinatura da Medida Provisória 1.394 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, publicada em 25 de setembro. A normativa determinou o fim das autorizações para exploração de loterias de apostas após um período de transição de 30 dias, além de proibir a entrada de novos aportes financeiros nas plataformas.

Como reflexo direto da medida, a movimentação diária das empresas de apostas — que antes girava em torno de R$ 600 milhões — caiu para zero após apenas uma semana de vigência das novas regras. Além disso, o governo confirmou que mais de 10 mil sites irregulares já foram tirados do ar no âmbito da fiscalização federal.

Durante a entrevista coletiva, que contou com a presença do ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, a equipe econômica informou que identificou 48 contas com saldos superiores a R$ 500 mil. Esses casos específicos passam por auditoria detalhada para verificar a origem dos recursos, embora a pasta tenha ressaltado que isso não significa, por si só, envolvimento com lavagem de dinheiro.

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