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Grandes casas de apostas que patrocinam programas de televisão e clubes de futebol notificaram emissoras e diretorias esportivas sobre a possibilidade de rescindir contratos caso o governo federal imponha novas restrições ou proíba a operação do setor no Brasil. Marcas como Betano, Novibet, Superbet e Esportes da Sorte formalizaram os avisos em meio ao avanço de debates no Palácio do Planalto para endurecer a regulamentação dos jogos on-line antes do primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro.
Na televisão aberta, o setor de apostas figura entre os principais investidores em publicidade e patrocínio. Segundo dados da empresa de monitoramento Tunad, as companhias injetaram R$ 153 milhões em intervalos comerciais e cotas de patrocínio apenas no mês de agosto. Diante da ameaça de rompimento, as áreas comerciais dos canais já buscam alternativas para tapar eventuais buracos no faturamento.
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Entre as movimentações já registradas, a Record decidiu não renovar a cota de patrocínio do reality show A Fazenda com a Betano, parceria que vigorava desde 2021. Enquanto isso, a Band avalia os impactos contratuais sobre os acordos de naming rights de atrações populares como o Jogo Aberto e Os Donos da Bola, ponderando os reflexos financeiros de uma eventual mudança drástica na legislação.
No futebol, a pressão atinge diretamente clubes de massa que disputam o Campeonato Brasileiro. A Superbet, que estampa a marca como patrocinadora master no São Paulo e no Fluminense, informou aos dois times que poderá encerrar os acordos caso as apostas esportivas sejam proibidas por medida federal. De forma semelhante, a Esportes da Sorte alertou equipes parceiras, como o Corinthians, sobre o risco real de quebra contratual diante do cenário de insegurança jurídica.
A Betano, detentora do maior contrato de patrocínio master do Brasileirão com o Flamengo, adotou uma postura ligeiramente distinta ao não enviar um aviso formal, mas comunicou à cúpula rubro-negra que o vínculo prevê consequências severas em caso de reviravoltas legais, culminando no encerramento automático em caso de proibição geral. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu-se com ministros no Palácio da Alvorada para debater medidas restritivas, com foco especial nos cassinos virtuais, enquanto o setor também prepara ações judiciais para tentar blindar suas operações.
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