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O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) destinou uma emenda parlamentar no valor de R$ 199.999,79 a um instituto esportivo após tratativas entre sua assessoria e Robson Calixto, conhecido como Peixe, um policial militar reformado e miliciano condenado pelo Supremo Tribunal Federal pelo envolvimento no assassinato da vereadora Marielle Franco.
A negociação ocorreu entre outubro e novembro de 2023, envolvendo diretamente Maria de Fátima Bezerra Castro, secretária parlamentar no gabinete de Flávio Bolsonaro no Senado, e o miliciano, conforme revelado por investigações conduzidas pela Polícia Federal a partir de dados obtidos em apuração sigilosa no STF.
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Os diálogos foram recuperados do celular de Peixe, apreendido durante desdobramentos das investigações sobre o homicídio da vereadora e do motorista Anderson Gomes. Nas mensagens trocadas em outubro de 2023, o miliciano pediu ajuda ao senador e enviou um ofício com solicitação de recursos, tendo a assessora retornado com pedidos para que ele levasse o deputado Chiquinho Brazão a eventos em Brasília.
O montante negociado foi repassado ao Ministério do Esporte e direcionado ao Instituto de Formação Profissional José Carlos Procópio para financiar o projeto esportivo “Jogadores do Futuro”, voltado a crianças na região da Taquara, em Jacarepaguá, na zona oeste do Rio de Janeiro.
Relatórios técnicos elaborados pelo Tribunal de Contas da União em 2025 apontaram indícios de irregularidades na execução dos recursos, destacando que a empresa contratada para coordenar o projeto esportivo pertencia ao próprio presidente do instituto e não possuía qualificação na área de atividades esportivas.
A defesa de Flávio Bolsonaro alegou que a destinação da emenda seguiu rigorosamente a legislação vigente e os critérios técnicos do Ministério do Esporte, ressaltando que a responsabilidade pela execução financeira é exclusiva da entidade beneficiada e não do parlamentar.
Em fevereiro de 2026, Robson Calixto foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal a nove anos de prisão e à perda do cargo militar por atuar como elo entre os executores e os mandantes do assassinato de Marielle Franco, ampliando a gravidade política e jurídica em torno das articulações reveladas pela Polícia Federal.
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