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Uma antiga residência romana localizada em Adramytteion, na atual Turquia, revelou um tesouro arqueológico que mistura a grandiosidade da antiguidade com um detalhe surpreendente da vida cotidiana. Entre os vestígios encontrados por pesquisadores, destaca-se um piso de mosaico datado entre o fim do século 2 e o século 3 d.C., que traz retratos de animais acompanhados por inscrições nominais preservadas por cerca de 1.800 anos.
A estrutura residencial contava com ambientes distribuídos ao redor de um átrio e três salões com pisos decorados, indicando um imóvel de padrão elevado para a época. Foi exatamente em um desses espaços, provavelmente utilizado para receber visitantes, que os arqueólogos localizaram a composição artística que chama a atenção da comunidade científica internacional.
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O mosaico possui aproximadamente 5 metros de comprimento por 3,6 metros de largura e reúne 15 painéis divididos em três fileiras. A obra artística exibe aves, peixes e figuras mitológicas, incluindo uma possível representação de Medusa e um cavalo alado, elemento que pode ter relação com antigas moedas da cidade portuária.
No entanto, o grande diferencial da descoberta está em duas figuras posicionadas próximas à entrada do salão. De um lado, um gato de pelagem clara aparece relaxando sobre uma almofada azul-esverdeada, acompanhado pela inscrição em grego Zmaragdin, ligada à palavra esmeralda.
Do outro lado, um cachorro é retratado em pleno movimento, como se estivesse correndo ou saltando, identificado pela inscrição Okeanos, termo associado ao oceano. Segundo o arqueólogo Hüseyin Murat Özgen, responsável pelas pesquisas no local, esses eram provavelmente animais de companhia conhecidos pelos moradores da residência.
Apesar do alto nível de preservação e dos detalhes minuciosos, os pesquisadores ressaltam que ainda restam muitas dúvidas sobre o cotidiano daquela época. Não há registros sobre quem exatamente habitava a casa, quais eram os motivos reais para a escolha daqueles nomes específicos ou se os animais eram de fato os preferidos da família.
Mesmo sem respostas definitivas para todas as questões históricas, a descoberta em Adramytteion conecta o passado remoto à rotina moderna, mostrando que o hábito de nomear animais de estimação já estava presente nas sociedades de quase dois milênios atrás.
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