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O presidente da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), Carlos Calvet, afirmou nesta terça-feira (29) que o setor automotivo enfrenta uma competição considerada “assimétrica” entre os veículos importados e os produtos fabricados no Brasil. A declaração foi dada durante entrevista ao Poder360 no Congresso Aço Brasil 2026, realizado no Transamérica Expo Center, em São Paulo.
Segundo o dirigente, a disparidade é impulsionada por subsídios concedidos nos países de origem das marcas estrangeiras, além de diferenças nas alíquotas e nas cotas de importação. Calvet destacou que apenas no primeiro trimestre deste ano o mercado nacional registrou a entrada de 11 novas marcas, com forte tendência de expansão na chegada de fabricantes de origem asiática.
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Outro ponto crítico apontado pela entidade é a indefinição em torno da reforma tributária, especificamente sobre a alíquota do Imposto Seletivo. Faltando apenas três meses para a entrada em vigor do novo tributo, os fabricantes ainda operam no escuro sem saber qual será o peso exato do imposto sobre os veículos.
O presidente da associação ressaltou que a carga tributária atual já pressiona pesadamente o setor, lembrando que quase metade do valor final de um carro corresponde a impostos. Para cada R$ 100 de um veículo comercializado no país, entre R$ 36 e R$ 44 vão direto para a tributação.
Diante do encarecimento dos custos de produção locais e da concorrência externa cada vez mais acirrada, Calvet defende que o Brasil precisa definir com clareza qual modelo de parque industrial deseja para o futuro, ponderando se o país quer manter uma indústria genuinamente produtora ou apenas voltada para a montagem final de veículos.
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